Antes mesmo do jogo acabar essas duas palavras já vinham à minha mente: bravos, heróicos.
Esse é o sentimento da torcida em relação aos nossos bravos jogadores.
Sabe o que significa jogar na altitude, ou bem acima do nível do mar? Segundo os especialistas, o ar rarefeito aumenta a freqüência respiratória, a freqüência cardíaca se acelera, o organismo não consegue absorver a quantidade de oxigênio suficiente, o que faz aumentar o fluxo do sangue no pulmão, inchando os alvéolos pulmonares. Este mesmo inchaço também pode ocorrer na região cerebral. Tudo isso faz a respiração ficar “curta”, surgem dores de cabeça, náusea, tontura, insônia e até perda de apetite. É necessário um tempo de adaptação para que o corpo comece a responder adequadamente à situação. Tempo que, diga-se de passagem, nossos bravos não tiveram.
Vou falar pra convertido, mas ninguém mais do que nós, adoradores do tricolor, sabemos o que tem sido a saga dos últimos dias. De 31 de outubro para cá já jogamos em 6 cidades diferentes, excluindo-se o Rio de Janeiro, sendo 3 no Brasil (Belo Horizonte, Goiânia e Recife) e 3 na América do Sul (Santiago, Assunção e Quito). Jogamos todos os últimos jogos no fio da navalha ou matando um leão por dia, como se costuma dizer. Jogamos no limite máximo da tensão.
Paralelo a tudo isso, jogar na maldita altitude. O desequilíbrio é nítido, o tempo da bola é diferente, a velocidade é louca e a LDU achou espaços incríveis no campo, espaços que em condições “normais” não acharia. Ainda mais nesse aguerrido time, que não tem dado brecha pros adversários.
A derrota pode parecer acachapante, mas não pode ser assim vista. Primeiro porque em que pese o time da LDU ser bom, organizado e afinado, no Maracanã lotado eu sou mais o Flu. Segundo porque perder nas alturas, para quem não está acostumado, chega a ser lógico, de tão possível que é. A depender da reação do jogador, da qualidade das peças de reposição do time, do tempo de aclimatação e de variáveis como tranqüilidade emocional e pressão, tudo pode acontecer, inclusive o pior.
No jogo desta quarta-feira perdemos completamente o fôlego, o tempo da bola, a noção de espaço. A inexperiência contou? Claro que sim, mas perdemos, sobretudo porque foi impossível segurar o jogo na altitude. As bolas sobradas e chutadas de fora da área foram difíceis demais para o tricolor. Foram mais rápidas que o Rafael!
Está bem, poderíamos ter diminuído os espaços e ficado mais com os rebotes, que foram quase todos da LDU. Mas quem disse que os jogadores tinham fôlego e músculo pra tanta antecipação? Concordo, aquela linda falta do Fred deveria ter entrado, mas o goleiro soube voar no tempo certo da bola. E não podemos esquecer, o Urrutia, não inscrito na competição, poderia ter ajudado bastante. Mas nada disso aconteceu.
Novamente Cuca tem razão e por isso continuo cada dia mais sua fã: ninguém morreu e nada acabou. Ainda faltam 3 batalhas!!! Nossos heróis não morreram do Mal da Altitude. Continuam vivíssimos, rumo aos objetivos. Acho inclusive que essa derrota, acidente previsível de percurso, será importante para que continuemos nossa saga e nossa sina no próximo domingo. Jogar em casa, em condições climáticas favoráveis e depois de ter passado pelo temível e terrível jogo na altitude, vai deixar nosso time mais confiante.
A história mais emocionante do futebol brasileiro em 2009 ainda não acabou! E nós, simples torcedores, estamos com vocês, bravos heróis.
7 Comments
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Se o time souber usar essa grande desvantagem no jogo de volta, podem me chamar de “louca” mas eu ACREDITO no título. O negócio é saber como jogar. E o Fluminense tem dado aula nos últimos tempos!
Vamos, Fluzão!
Nós apoiamos o time qnd tds o davam como rebaixado, não será agora q uma derrota irá abater a torcida Tricolor.
Só acho q deveríamos ter uma modificação no local do jogo. Pra mim a partida deve ser no estádio de Moça Bonita (Bangu-local mais quente do RJ) às 14:00h. Quero ver esses FDPs além de jogar futebol se preocupar com condições climáticas desfavoráveis. rsrsrssrsrs
S.T.
Isso sim, seria jogar em condição de igualdade com eles, Lis. Concordo!!! rs
boa sugestão lis!!rsrs
o jogo de ontem não foi o jogo do nosso fluzão!! ultimamente estamos guerreando a cada partida e sim conseguinto “matar” um leão a cada jogo!! são nosso heróis que nos dão o orgulho de ser tricolor!! com garra e com raça!! é um pecado querer que nosso fluzão enfrentasse o pior inimigo que existe , a altitude, sem sofrer baixas!!era previsível o desgaste de tantos jogos emocionalmente difíceis sempre com a “corda” no pescoço!! tenho certeza que eles não irão desistir e nem jogar a toalha!! acredito em vcs , TIMÃO!!!
Acabei de ler que torcedores se mobilizam para esperar o time no aeroporto. Perfeito! Esse é o clima, esse é o nosso papel diante de um grupo guerreiro.
É isso aí Clau, o pessoal da flusócio tá se mobilizando pra receber o FLU. Olha a convocação do blog Flusócio:
“Nos últimos dois meses, o Fluminense fez o que todos diziam impossível. Chegou à final da Sul-Americana e hoje só depende de suas forças para permanecer na Série A. Devemos muito a nossos jogadores e à comissão técnica, que nos proporcionaram tudo isso que estamos vivendo. O resultado adverso de ontem não pode nos abater.
Nada mais importa. A derrota existiu, o prejuízo é grande e só nos resta abraçar quem nos fez sonhar de novo. A taça já não brilha mais tão perto no horizonte, mas os jogadores e a comissão técnica precisam de apoio incondicional nos três jogos que faltam. Estamos extenuados, exaustos, mas ainda teremos três guerras pela frente.
Tricolor, se você puder, vá ao aeroporto receber, calorosamente, nossa delegação, que volta do campo de batalha. Vamos receber o time, injetar ânimo e externar nossa confiança nele, aconteça o que acontecer. O Flu desembarca hoje às 22h30 no terminal 2 do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o Galeão, em voo da TAM (JJ8095).
Chegamos vivos quando quase ninguém acreditava e não podemos deixar de lado a união time-torcida. Os jogadores precisam ver e ouvir que essa derrota não abalou em nada nossa união. Vamos mostrar que somos a melhor e mais fiel torcida do mundo. Vamos transformar o saguão do aeroporto numa arquibancada que não para de cantar”.
Valeu Claudinha!!
Otimismo mesmo, aqui seu primo concorda com voce em tudo, vamos a luta Fluzão. Venceremos de quatro pra levar a prorrogação, dai fazemos 1 x 0 e levateremos a taça.
Bjs.
Anchieta BArros