
Errinhos, Errões, Erros grotescos, Erros pequenos, Erros. Muitos erros. É rotineiro presenciarmos clubes reclamando sobre a arbitragem no país do futebol. Algumas reclamações são respaldadas, outras nem tanto.
Embora, eu nunca tenha elaborado estatísticas para saber se a corrupção foi requisito para a escolha dos juizes nos jogos do Flu, eu não quero acreditar que o resultado dos jogos não é baseado no desempenho do time e sim, em alguma maleta fétida de um clube mau caráter destinada a um árbitro corrupto. Assim como não quero acreditar em conspirações políticas, como a do Flu ter se tornado alvo da arbritagem por ter desagradado alguns cartolas em seu voto para o presidente da instiuição máxima do futebol no Brasil (CBF).
Mas, será que isso existe mesmo?
Não sei. O que sei com certeza absoluta é que nenhum árbitro é infalível, e se estão afim de prejudicar, nem o melhor time do mundo sobrevive ao seu apito. Aprendi também que juízes são pouco responsabilizados por suas falhas. As reclamações tendem a cair no esquecimento, quando não no ridículo (vide o Botafogo que ficou com fama de chorão) e fica por isso mesmo, por mais que a geladeira vire um freezer, o prejuízo do clube não é revertido e o time prejudicado continua a engolir o ônus da incompetência alheia. (Ahhh se aquele impedimento marcado realmente existisse… )
Atualmente contamos com alguns problemas sérios na arbitragem brasileira: O primeiro é o amadorismo (ou mau caratismo) da CBF que ainda não se deu conta que arbitragem no Brasil é fraca e amadora, dando brechas para situações polêmicas em demasia. Os outro são: a corrupção, a lavagem de dinheiro e a impunidade que cerca e protege os mau intencionados de serem condenados criminalmente. Isso tem que mudar!
Nós estamos cansados de saber que no mundo do futebol, a palavra “ética” é praticamente inexistente e sem valor, sabemos que nenhum cartola é santo, e aquele que é o menos santo, geralmente leva a maior vantagem. Esta semana o presidente do Corinthians (este certamente não vai para o céu) declarou à folha de SP, que o melhor é “roubar pouco” (hoje está mais complicado roubar, segundo ele próprio). Que lógica criminosa e anti esportiva é essa? A declaração vergonhosa deste dirigente, só compactua com a notória cultura do malandro, do espertalhão que prima e se orgulha em tirar vantagem à qualquer custo, que banca a sacanagem com pompas e circunstâncias, pois a ele (e tantos outros), foi cedido este espaço. E como cara de pau não tem limite, ele zomba do sistema abertamente.
Estamos também cansados de saber que para ganhar grandes campeonatos, temos que passar por cima do lobby mafioso Pró Flamengo e Pró Corinthians. Na competição do futebol brasileiro, ter a melhor campanha ou ser o melhor time não basta. Ha que se ter um cartola malandro, influente e disposto a brigar. Em suma, essa é uma parte da realidade dos bastidores do futebol nacional: A injustiça prevalece onde o maior come o menor, o mais forte tem regalias e privilégios e o mais fraco sofre para se impor, e injustiça impera.
A mudança é necessária, mas sabemos que não é fácil mudar, ainda mais em um meio político viciado em poder, movido por interesses unilaterais e pela briga de muito, mas, muito dinheiro mesmo.
Como torcedora, gostaria de ir ao Maracanã sabendo que para vencer, só dependeremos da qualidade do time. Que os árbitros fossem imparciais e incorruptíveis e caso constate-se erros criminosos que fossem punidos de forma contundente, não somente por afastamento temporário. Quero profissionalismo. Quero uma competição sadia e honesta.
E quero enfim, saber até quando reinará a covardia desse sistema pútrido, quantos escândalos de arbitragens ainda teremos que engolir, e quantas vezes ainda teremos que testemunhar a incompetência dos árbitros prejudicando o resultado grandes partidades. Só neste ano de 2010 já testemunhamos erros demais! Chega!
Abaixo lista da incompetência (ou roubo) que prejudicaram o Flu, só no ano de 2010 :
- Flu 2×3 Botafogo - Gol do Caio em impedimento clamoroso
- Flu 0×1 Ceará - Pênalti inexistente e repetição da cobrança por saída de goleiro ocasionado por paradona
- Flu 0×1 Corínthians - Dois impedimentos inexistentes marcados contra o Flu e o gol do Corinthians originado por falta inexistente.
Vamos ficar de olhos abertos! Quem apita o nosso próximo jogo contra o Flamengo (alerta!), é o rubro-negro Marcelo Lima Henrique. Será que a lista acima vai aumentar?
ST
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Excelente Texto!
Eu também gostaria de ver um jogo sabendo que nao seremos operados pelo trio de arbitragem nem contra nem a favor! jogo é dentro das quatro linhas e só!
Vejam isso:
O art. 30 da lei 10.671/03, mais conhecida como Estatuto do Torcedor, vem positivar:
É direito do torcedor que a arbitragem das competições desportivas seja independente, imparcial, previamente remunerada e isenta de pressões.
(www.planalto.gov.br)
Assim, obriga os membros da arbitragem, principalmente o juiz, o dever legal de conduzir a partida de modo independente, imparcial e sem se esquivar de seu dever. E na prática, o arbitro (juiz) e seus auxiliares (os bandeirinhas) tem o dever de agir, no exercício de suas funções, sem dolo ou fraude, podendo incorrer em sanções penais e administrativas.
Desta forma, poderão ser até mesmo compelidos por um Juiz de Direito a indenizar os danos causados pela arbitragem fraudulenta, cabe ao torcedor o ônus da prova que, pela intervenção dolosa do juiz num determinado jogo, alterou o resultado final, lhe causando prejuízo.
A lei não especifica qual tipo de prejuízo, mais qual seja, é melhor o pobre árbitro, antes de apitar uma final de campeonato, retrair todos os bens de seu patrimônio pessoal, pois, se bobiar vai rolar até Ação Coletiva contra ele.
ST